Sermão de St. António aos Peixes
Mas não são apenas os actos dos homens que são criticados neste sermão. Também é criticada a parte interior do homem. Estas são personificadas, dando assim um ar mais concreto à sua existência, conseguindo despertar assim o interesse do auditório. Pe. António Vieira dá o exemplo de naus. A nau da soberba, da vingança, da cobiça e da sensualidade. E tudo isto, todas estas características do homem podem de facto ser encontradas nele. Em todas as pessoas.
Por isso, tal como já referenciei, este texto, pode já ter a sua idade, mas uma coisa é certa. Por mais que o homem mude, nunca conseguirá moldar o seu interior metafísico.
o remorso de baltazar serapião
A descrição é feita com o uzo de verbos e substantivos e feita em tempo real, que confere uma certa acção e uma sensação de que estamos a participar na história. Por alguma razão, este autor é comparado a Saramago.
O uso de vocabulário em desuso e contruções frásicas diferentes às que estamos habituados mostra-nos que o autor recorre a um scenario medieval de miséria e pobreza a vários níveis, de forma a mostrar a crueldade e o lado mais frio e obscuro do homem. Com isto pretende fazer uma ctítica à sociedade actual, com principal incidencia sobre o tema da violencia doméstica. Em alguns casos o autor recorre mesmo ao exagero. Um assunto também bastanto focado é a figura feminina. O autor chega ao ponto de as comparar a animais, como é visível no seguinte excerto:
"As mulheres só são belas porque têm parecenças com os homens, como os homens são a imagem de deus. (...) se se parecessem mais com cabras do que com homens nem natureza para nós teriam, precisam de nos parecer sem alcançar igualdade que para isso estamos cá nós."
O autor trata o homem como sendo um ser superior e comparávela deus. E a mulher como apenas instrumentos.
Pessoalmente, achei o livro bastante interessante. No início, não me cativava muito e perdi algum interesse. Mas à medida que fui lendo e percebendo um pouco as coisas, até gostei.
Cântico Negro de José Régio
O poeta trata os assuntos de uma forma violenta e directa. Ele revolta-se contra os outros. Ele explicita que quer ter liberdade. Quer ser ele a escolher o seu próprio caminho, e não que lho ditem. Ele diz que ninguém o pode controlar. Ele apenas tem duas forças acima de si. Deus e o Diabo. Estes, representam os seus pensamentos. As suas acções e desejos. O poeta prefere seguir o caminho mais difícil fazer o que lhe mandam. Nem que para isso fique desfeito em pedaços. Ele prefere atingir o Longe e a Miragem.
O poeta reforça a ideia de liberdade usando continuamente a expressão “a ir por aí”. Com isto ele dá-nos a ideia de que os outros para ele não têm a mínima importância. O poeta refere-se também ao pai e à mãe, de forma a mostrar a dependência dos outros.
De facto, o poeta trata de uma forma concreta o que existia antigamente. Ou o que não existia. Liberdade. Enquanto muitos se escondiam e deixavam as escolhas para outros, este poeta escorrega em becos, redemoinha aos ventos, cai, sofre porque quer ser livre. Isto tudo mostra uma grande força de vontade, coragem e determinação. Ele dá-nos uma ideia de como a liberdade não é aglo que se atinge sem esforço. Temos que lutar por ela. E nem sempre podemos confiar nos outros. É sempre mais fácil ir pelos jardins, pelas estradas falsa e do que pelos abismo, torrentes e desertos da verdade. Depender de algo é fácil, libertarmo-nos já não tão fácil, mas é isso que o poeta quer. O poeta personifica a Liberdade. É isto que torna o poema especial.
Os Trovadores
Finalmente havia chegado o dia por que tanto havia esperado. O dia da visita a São Tiago de Compostela. Uma carta da parte da corte em que me chegara com a intenção de me convidarem a ir a Espanha. Eu nunca poderia recusar tal convite! Sempre havia sido meu sonho ir a São Tiago de Compostela. Uma terra magnífica, cheia de alegria e festa, pelo que me haviam contado. Mas nunca estaria sozinho. Todos os meus colegas me acompanhariam durante toda a viagem por mundos desconhecidos. Juntamente com a minha pequena guitarra, lá partimos. Durante uma semana, íamos cantado e inventando letras de músicas para as podermos mostrar na tão ansiada terra. Um coche puxado por dois magníficos cavalos serviu-nos de meio de transporte. Mesmo com chuva e terreno horrível, conseguimos chegar.
Após a longa viagem, eis que chega o tão desejado dia. O cansaço era enorme, mas mesmo assim, não pudemos deixar de apreciar a magnífica paisagem e sentir as enormes emoções. O ar fresco, o soar do vento por entre as árvores, os chilrear dos pássaros, todos os sons da Natureza me encantaram! Rapidamente encontramos onde ficar, e como não podia deixar de ser, fomos muito bem recebidos.
À noite, toda a população se juntava na rua para ouvir os outros trovadores a tocar para eles. Para não ficarmos indiferentes, também nos juntámos. Todos nos adoravam. Conseguíamos sentir o calor dos seus corações. Por um momento, parei e desejei nunca mais sair de lá.
Carta ao Presidente da República
Caro Sr. Presidente
Venho por este meio apelar ao aumento da segurança nas escolas. Ultimamente têm-se registado vários casos de bullying por todo o país devido à falta de segurança nos centros educativos. Em várias escolas os alunos podem entrar livremente com qualquer objecto, por mais perigoso que seja, pois não existe nenhum controlo a esse nível. E, nos recintos escolares, também é normal que haja violência porque não existe nenhuma vigilância. O aumento do controlo da entrada de objectos perigosos nos recintos escolares iria diminuir bastante a violência nas escolas, visto que uma considerável parte dos casos que ocorrem, têm envolvidos materiais deste tipo. A colocação de câmaras de vigilância ou o aumento do número de funcionários nos recintos poderia também ajudar.
Espero que tome algumas medidas para que assim possamos viver numa comunidade melhor.
Desde já, os meus cumprimentos e obrigado pela atenção.
Autobiografia
Nasce no dia 1 de Março de
Com 4 anos, vou então para a Pré-Primária, na Golpilheira. Ainda me lembro da primeira impressão sentida ao olhar para aquele grande quadro preto cheio de letras… Mas depois o susto acabara por morrer junto dos meus novos colegas e alguns deles acompanham-me ainda hoje. Dois anos espectaculares naquela escola. É aí que me cruzo com o meu grande vício: os computadores. Aquele pequeno computador naquela sala tão grande… Grandes horas em frente àquele ecrã!
Com seis anos, vou então para uma nova escola, em Bico-Sacho, a minha linda terra. Quatro anos aos quais considero serem uns dos meus melhores anos. Quatro anos diferentes na mesma sala. Onze alunos no total. Assim se constituía a minha sala de aula. Eu tinha apenas um colega do meu ano. Lembro-me de o pôr a sangrar da boca por lhe mandar uma pedra e de lhe arrancar uma unha, fechando-lhe a porta da sala. Não deve ser muito agradável sentir isso. No final desse ano, a professora coloca a hipótese de eu passar directamente para o 3º ano, mas a minha mãe acabara por a recusar.
No meu 2º ano, conheço o meu melhor amigo. A nossa amizade era incrível!
Chega então a altura de ir para o 5º ano. Ano novo, escola nova. Pertenço então ao 5ºE e mais tarde ao 6ºE. Durante o 5º ano, participo nas Olimpíadas do Inglês, a nível escolar e ganho o 1º lugar. No 6º ano, recebo o meu computador. E com isto uma outra paixão. O meu colega que me acompanhara desde o 1º ano, oferece-me um CD com alguns jogos e lá estava aquele muito especial, chamado Pokémon Ruby. Este grande jogo traz-me ainda hoje grandes me memórias. Mas não foi apenas aquele jogo, mas sim todos os outros. Horas bem passadas em frente ao ecrã.
Chega então a hora de mudar de escola outra vez. Não para um lugar muito longe do antigo, mas com uma diferença enorme. Grande parte da minha antiga turma continuara a acompanhar-me. Nesse ano, faço um acordo com os meus pais. Se tirasse mais de cinco notas de nível 5, eles dar-me-iam uma prenda à minha escolha. É isso mesmo que acontece então. Consigo tirar sete notas de nível 5 e eles dão-me uma Nintendo DS. Mais um grande vício que durara até ao 9º ano, onde passo a ter Internet.
No fim deste ano, chegam-se os exames nacionais, onde tiro 65% a Língua Portuguesa e 92% a Matemática. Desde então, nada acontece de especial.
No dia 17 de Janeiro de
Uma paisagem magnífica!

Eu escolhi esta imagem do filme "Home" porque o verde é a minha cor preferida e, para além disso, adoro estar em contacto com a natureza. Quando vi a imagem, pensei logo: “É esta. É esta a imagem que vou escolher.”.
A existência de diferentes tonalidades da minha cor preferida, captou logo o meu olhar. E depois, e existência de apenas elementos naturais. Podemos ver que o homem não tocou nesta linda paisagem. Uma paisagem que se estende até ao infinito.
Para ajudar, junta-se um elemento a que dou também bastante importância: o céu. Quando me ponho a olhar para ele, fico a pensar em várias coisas, mas nunca são coisas negativas.
Então, nenhuma outra imagem poderia ser escolhida por mim. Com a junção de dois elementos fantásticos para mim, esta imagem é perfeita!
António Corrêa de Oliveira
António Corrêa de Oliveira nesceu em São Pedro do Sul em 1878 em morreu em Antas, em 1960. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Tendo casado, fixa-se na freguesia de Antas, concelho de Esposende, onde foi viver numa quinta, ainda hoje existente, chamada Casa de Belinho. Devido a esta relação com o concelho de Esposende a antiga escola preparatória da cidade chama-se Escola EB 2 e 3 António Correia de Oliveira.
Grande poeta neogarrettista, foi um dos cantores do Saudosismo, juntamente com Teixeira de Pascoaes e outros. Ligado aos movimentos culturais do Integralismo Lusitano e da revista Águia, Atlântida, Ave Azul e Seara Nova.
Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário. Foi o primeiro Português a ser nomeado para o prémio Nobel em 1933, sendo o português com maior número de nomeações (15). A própria concorrente vencedora, a chilena Gabriela Mistral que desempenhara as funções de Adido Cultural em Lisboa, declarou publicamente, no acto solene, que não merecia o prémio, estando presente o autor do “Verbo Ser e Verbo Amar”.
POEMA
O perfume
O que sou eu? – O Perfume,
Dizem os homens. – Serei.
Mas o que sou nem eu sei...
Sou uma sombra de lume!
Rasgo a aragem como um gume
De espada: Subi. Voei.
Onde passava, deixei
A essência que me resume.
Liberdade, eu me cativo:
Numa renda, um nada, eu vivo
Vida de Sonho e Verdade!
Passam os dias, e em vão!
– Eu sou a Recordação;
Sou mais, ainda: a Saudade.
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