Sermão de St. António aos Peixes

O Sermão de St. António aos peixes foi escrito no século XVII, com o objectivo de libertar os ameríndios da sua escravidão. E não é por ter já a sua idade que esta crítica à sociedade do seu tempo não se possa aplicar aos dias de hoje. Até pelo contrário! Aplica-se perfeitamente à actualidade. É como se fosse uma peça que encaixa em todos os puzzles. E estes puzzles não são mais do que a nossa sociedade. Seja a sociedade actual ou a sociedade do passado e do futuro. E é por esta razão que este texto de Pe. António Vieira se aplica à sociedade actual. O Homem pode não ter os mesmos actos e os mesmos objectivos de antigamente, mas a intenção é, e será, sempre a mesma. Nesta crítica, Pe. António Vieira não se dirige apenas aos homens arrogantes e ambiciosos, mas também aos mais exemplares. Afinal de contas, têm também de ser reconhecidos, sendo um exemplo a seguir para que possamos atingir o tal “céu” e estarmos juntos de Deus. Comecemos então pelos exemplos a seguir. Temos o exemplo do St. Peixe de Tobias. Um peixe que curou os males dos pais de Tobias. Também existem homens assim. Poucos, mas existem. Homens que dão o que têm para ajudar ou salvar outros homens. E temos também a rémora. Este peixe pega-se aos outros peixes para obter alimento. E em troca, limpa os outros. Isto representa os homens que se entreajudam. E existem por aí bastantes até. Ou pelo menos, existem aqueles que se pegam aos outros, mas não é para os ajudar. Estes casos são exemplos do pegador. Parasita que se aproveita dos maiores para obter o que quer. Mas depois existe um problema. “Seu saltar de uma ponte, tu saltas também”. Esta expressão popular pode ser aqui aplicada, pois se o pegador anda sempre agarrado ao outro peixe, tudo o que este sofrer, o parasita também sofre.
Mas não são apenas os actos dos homens que são criticados neste sermão. Também é criticada a parte interior do homem. Estas são personificadas, dando assim um ar mais concreto à sua existência, conseguindo despertar assim o interesse do auditório. Pe. António Vieira dá o exemplo de naus. A nau da soberba, da vingança, da cobiça e da sensualidade. E tudo isto, todas estas características do homem podem de facto ser encontradas nele. Em todas as pessoas.
Por isso, tal como já referenciei, este texto, pode já ter a sua idade, mas uma coisa é certa. Por mais que o homem mude, nunca conseguirá moldar o seu interior metafísico.

o remorso de baltazar serapião

Vencedor do Prémio José Saramago, o livro “o remorso de baltazar serapião” de valter hugo mãe, é de certa forma diferente dos livros a que estamos habituados a ler. A sua forma de escrita consegue de certa forma atrair a atenção do leitor. O uso do discurso indirecto livre, bem como a falra de pontuação característica do autor e o desuso de maiúsculas conferem uma maior simplicidade e fluidez à leitura.
A descrição é feita com o uzo de verbos e substantivos e feita em tempo real, que confere uma certa acção e uma sensação de que estamos a participar na história. Por alguma razão, este autor é comparado a Saramago.

O uso de vocabulário em desuso e contruções frásicas diferentes às que estamos habituados mostra-nos que o autor recorre a um scenario medieval de miséria e pobreza a vários níveis, de forma a mostrar a crueldade e o lado mais frio e obscuro do homem. Com isto pretende fazer uma ctítica à sociedade actual, com principal incidencia sobre o tema da violencia doméstica. Em alguns casos o autor recorre mesmo ao exagero. Um assunto também bastanto focado é a figura feminina. O autor chega ao ponto de as comparar a animais, como é visível no seguinte excerto:

"As mulheres só são belas porque têm parecenças com os homens, como os homens são a imagem de deus. (...) se se parecessem mais com cabras do que com homens nem natureza para nós teriam, precisam de nos parecer sem alcançar igualdade que para isso estamos cá nós."

O autor trata o homem como sendo um ser superior e comparávela deus. E a mulher como apenas instrumentos.

Pessoalmente, achei o livro bastante interessante. No início, não me cativava muito e perdi algum interesse. Mas à medida que fui lendo e percebendo um pouco as coisas, até gostei.

Cântico Negro de José Régio

Sendo o poema Cântico Negro do tempo do Estado Novo, não poderia tratar de outro assunto senão a Liberdade e a Independência. Estes são os principáis tópicos deste texto. E são abordados de uma maneira diferente à que estamos habituados a ler.
O poeta trata os assuntos de uma forma violenta e directa. Ele revolta-se contra os outros. Ele explicita que quer ter liberdade. Quer ser ele a escolher o seu próprio caminho, e não que lho ditem. Ele diz que ninguém o pode controlar. Ele apenas tem duas forças acima de si. Deus e o Diabo. Estes, representam os seus pensamentos. As suas acções e desejos. O poeta prefere seguir o caminho mais difícil fazer o que lhe mandam. Nem que para isso fique desfeito em pedaços. Ele prefere atingir o Longe e a Miragem.

O poeta reforça a ideia de liberdade usando continuamente a expressão “a ir por aí”. Com isto ele dá-nos a ideia de que os outros para ele não têm a mínima importância. O poeta refere-se também ao pai e à mãe, de forma a mostrar a dependência dos outros.

De facto, o poeta trata de uma forma concreta o que existia antigamente. Ou o que não existia. Liberdade. Enquanto muitos se escondiam e deixavam as escolhas para outros, este poeta escorrega em becos, redemoinha aos ventos, cai, sofre porque quer ser livre. Isto tudo mostra uma grande força de vontade, coragem e determinação. Ele dá-nos uma ideia de como a liberdade não é aglo que se atinge sem esforço. Temos que lutar por ela. E nem sempre podemos confiar nos outros. É sempre mais fácil ir pelos jardins, pelas estradas falsa e do que pelos abismo, torrentes e desertos da verdade. Depender de algo é fácil, libertarmo-nos já não tão fácil, mas é isso que o poeta quer. O poeta personifica a Liberdade. É isto que torna o poema especial.

Os Trovadores

Finalmente havia chegado o dia por que tanto havia esperado. O dia da visita a São Tiago de Compostela. Uma carta da parte da corte em que me chegara com a intenção de me convidarem a ir a Espanha. Eu nunca poderia recusar tal convite! Sempre havia sido meu sonho ir a São Tiago de Compostela. Uma terra magnífica, cheia de alegria e festa, pelo que me haviam contado. Mas nunca estaria sozinho. Todos os meus colegas me acompanhariam durante toda a viagem por mundos desconhecidos. Juntamente com a minha pequena guitarra, lá partimos. Durante uma semana, íamos cantado e inventando letras de músicas para as podermos mostrar na tão ansiada terra. Um coche puxado por dois magníficos cavalos serviu-nos de meio de transporte. Mesmo com chuva e terreno horrível, conseguimos chegar.

            Após a longa viagem, eis que chega o tão desejado dia. O cansaço era enorme, mas mesmo assim, não pudemos deixar de apreciar a magnífica paisagem e sentir as enormes emoções. O ar fresco, o soar do vento por entre as árvores, os chilrear dos pássaros, todos os sons da Natureza me encantaram! Rapidamente encontramos onde ficar, e como não podia deixar de ser, fomos muito bem recebidos.

            À noite, toda a população se juntava na rua para ouvir os outros trovadores a tocar para eles. Para não ficarmos indiferentes, também nos juntámos. Todos nos adoravam. Conseguíamos sentir o calor dos seus corações. Por um momento, parei e desejei nunca mais sair de lá.

Carta ao Presidente da República

Caro Sr. Presidente 

Venho por este meio apelar ao aumento da segurança nas escolas. Ultimamente têm-se registado vários casos de bullying por todo o país devido à falta de segurança nos centros educativos. Em várias escolas os alunos podem entrar livremente com qualquer objecto, por mais perigoso que seja, pois não existe nenhum controlo a esse nível. E, nos recintos escolares, também é normal que haja violência porque não existe nenhuma vigilância. O aumento do controlo da entrada de objectos perigosos nos recintos escolares iria diminuir bastante a violência nas escolas, visto que uma considerável parte dos casos que ocorrem, têm envolvidos materiais deste tipo. A colocação de câmaras de vigilância ou o aumento do número de funcionários nos recintos poderia também ajudar.

Espero que tome algumas medidas para que assim possamos viver numa comunidade melhor.

Desde já, os meus cumprimentos e obrigado pela atenção.

Autobiografia



Nasce no dia 1 de Março de 1994 a minha pessoa às 12:30h no hospital de Leiria. Dois anos e nove dias depois nasce o meu irmão. Nem desconfiaria da grande sorte que me acabara de calhar.

Com 4 anos, vou então para a Pré-Primária, na Golpilheira. Ainda me lembro da primeira impressão sentida ao olhar para aquele grande quadro preto cheio de letras… Mas depois o susto acabara por morrer junto dos meus novos colegas e alguns deles acompanham-me ainda hoje. Dois anos espectaculares naquela escola. É aí que me cruzo com o meu grande vício: os computadores. Aquele pequeno computador naquela sala tão grande… Grandes horas em frente àquele ecrã!

Com seis anos, vou então para uma nova escola, em Bico-Sacho, a minha linda terra. Quatro anos aos quais considero serem uns dos meus melhores anos. Quatro anos diferentes na mesma sala. Onze alunos no total. Assim se constituía a minha sala de aula. Eu tinha apenas um colega do meu ano. Lembro-me de o pôr a sangrar da boca por lhe mandar uma pedra e de lhe arrancar uma unha, fechando-lhe a porta da sala. Não deve ser muito agradável sentir isso. No final desse ano, a professora coloca a hipótese de eu passar directamente para o 3º ano, mas a minha mãe acabara por a recusar.

No meu 2º ano, conheço o meu melhor amigo. A nossa amizade era incrível!

Chega então a altura de ir para o 5º ano. Ano novo, escola nova. Pertenço então ao 5ºE e mais tarde ao 6ºE. Durante o 5º ano, participo nas Olimpíadas do Inglês, a nível escolar e ganho o 1º lugar. No 6º ano, recebo o meu computador. E com isto uma outra paixão. O meu colega que me acompanhara desde o 1º ano, oferece-me um CD com alguns jogos e lá estava aquele muito especial, chamado Pokémon Ruby. Este grande jogo traz-me ainda hoje grandes me memórias. Mas não foi apenas aquele jogo, mas sim todos os outros. Horas bem passadas em frente ao ecrã.

Chega então a hora de mudar de escola outra vez. Não para um lugar muito longe do antigo, mas com uma diferença enorme. Grande parte da minha antiga turma continuara a acompanhar-me. Nesse ano, faço um acordo com os meus pais. Se tirasse mais de cinco notas de nível 5, eles dar-me-iam uma prenda à minha escolha. É isso mesmo que acontece então. Consigo tirar sete notas de nível 5 e eles dão-me uma Nintendo DS. Mais um grande vício que durara até ao 9º ano, onde passo a ter Internet.

No fim deste ano, chegam-se os exames nacionais, onde tiro 65% a Língua Portuguesa e 92% a Matemática. Desde então, nada acontece de especial.

 

No dia 17 de Janeiro de 2010, a minha via muda drasticamente. Um dia que ficará na memória para sempre e que nunca partilharei com ninguém.


Uma paisagem magnífica!


Eu escolhi esta imagem do filme "Home" porque o verde é a minha cor preferida e, para além disso, adoro estar em contacto com a natureza. Quando vi a imagem, pensei logo: “É esta. É esta a imagem que vou escolher.”.
A existência de diferentes tonalidades da minha cor preferida, captou logo o meu olhar. E depois, e existência de apenas elementos naturais. Podemos ver que o homem não tocou nesta linda paisagem. Uma paisagem que se estende até ao infinito.
Para ajudar, junta-se um elemento a que dou também bastante importância: o céu. Quando me ponho a olhar para ele, fico a pensar em várias coisas, mas nunca são coisas negativas.

Então, nenhuma outra imagem poderia ser escolhida por mim. Com a junção de dois elementos fantásticos para mim, esta imagem é perfeita!

António Corrêa de Oliveira


BIOGRAFIA
António Corrêa de Oliveira nesceu em São Pedro do Sul em 1878 em morreu em Antas, em 1960. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Tendo casado, fixa-se na freguesia de Antas, concelho de Esposende, onde foi viver numa quinta, ainda hoje existente, chamada Casa de Belinho. Devido a esta relação com o concelho de Esposende a antiga escola preparatória da cidade chama-se Escola EB 2 e 3 António Correia de Oliveira.

Grande poeta neogarrettista, foi um dos cantores do Saudosismo, juntamente com Teixeira de Pascoaes e outros. Ligado aos movimentos culturais do Integralismo Lusitano e da revista Águia, Atlântida, Ave Azul e Seara Nova.

Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário. Foi o primeiro Português a ser nomeado para o prémio Nobel em 1933, sendo o português com maior número de nomeações (15). A própria concorrente vencedora, a chilena Gabriela Mistral que desempenhara as funções de Adido Cultural em Lisboa, declarou publicamente, no acto solene, que não merecia o prémio, estando presente o autor do “Verbo Ser e Verbo Amar”.

POEMA
O perfume

O que sou eu? – O Perfume,
Dizem os homens. – Serei.
Mas o que sou nem eu sei...
Sou uma sombra de lume!

Rasgo a aragem como um gume
De espada: Subi. Voei.
Onde passava, deixei
A essência que me resume.

Liberdade, eu me cativo:
Numa renda, um nada, eu vivo
Vida de Sonho e Verdade!

Passam os dias, e em vão!
– Eu sou a Recordação;
Sou mais, ainda: a Saudade.

Home - O Mundo é Nossa Casa

O filme “Home – O Mundo é Nossa Casa”, dá-nos um novo olhar por todo o mundo. O que o homem está a fazer à nossa casa. Os aspectos positivos e negativos, os impactos que isso causa e a sua influência. Tudo isto nos é dado a conhecer com magníficas imagens tiradas por todo o mundo, de um novo ponto de vista. Uma excelente ideia para dar a conhecer a todo o mundo a sua casa. O autor consegue captar a alma da pessoa que vê o filme e fazê-la pensar sobre o que vê. Onde errou, onde acertou, o que fazer para mudar o que está mal e o que fazer para melhorar o que já está bem.
Uma grande aventura à descoberta do mundo sem ter de sair do lugar.

O grande poder dos papéis

Um grande problema dos dias de hoje são os conflitos existentes devido à migração. Quando alguém quer emigrar para outro país, é necessário tratar de uma carrada de papelada enorme. Isto trás muitos problemas. Uns simples papéis podem trazer muitos problemas. E como algumas pessoas não conseguem ter esses papéis, entram ilegais nos países e depois lá vêm os problemas. Fica sempre com más condições de vida, em relação a protecção, trabalho, seguro, etc. Não tem privilégios quase nenhuns! Tem de morar nas piores condições e o seu trabalho é horrível. Se lhe acontece algum acidente, lá vem mais uma carrada de trabalhos. Uma complicação enorme. Isto tudo devido à complicação que têm para poderem entrar num país. Se as coisas fossem mais fáceis em relação a este assunto, não haveria tanta gente ilegal nos países e não haveriam tantos conflitos.