Cântico Negro de José Régio

Sendo o poema Cântico Negro do tempo do Estado Novo, não poderia tratar de outro assunto senão a Liberdade e a Independência. Estes são os principáis tópicos deste texto. E são abordados de uma maneira diferente à que estamos habituados a ler.
O poeta trata os assuntos de uma forma violenta e directa. Ele revolta-se contra os outros. Ele explicita que quer ter liberdade. Quer ser ele a escolher o seu próprio caminho, e não que lho ditem. Ele diz que ninguém o pode controlar. Ele apenas tem duas forças acima de si. Deus e o Diabo. Estes, representam os seus pensamentos. As suas acções e desejos. O poeta prefere seguir o caminho mais difícil fazer o que lhe mandam. Nem que para isso fique desfeito em pedaços. Ele prefere atingir o Longe e a Miragem.

O poeta reforça a ideia de liberdade usando continuamente a expressão “a ir por aí”. Com isto ele dá-nos a ideia de que os outros para ele não têm a mínima importância. O poeta refere-se também ao pai e à mãe, de forma a mostrar a dependência dos outros.

De facto, o poeta trata de uma forma concreta o que existia antigamente. Ou o que não existia. Liberdade. Enquanto muitos se escondiam e deixavam as escolhas para outros, este poeta escorrega em becos, redemoinha aos ventos, cai, sofre porque quer ser livre. Isto tudo mostra uma grande força de vontade, coragem e determinação. Ele dá-nos uma ideia de como a liberdade não é aglo que se atinge sem esforço. Temos que lutar por ela. E nem sempre podemos confiar nos outros. É sempre mais fácil ir pelos jardins, pelas estradas falsa e do que pelos abismo, torrentes e desertos da verdade. Depender de algo é fácil, libertarmo-nos já não tão fácil, mas é isso que o poeta quer. O poeta personifica a Liberdade. É isto que torna o poema especial.

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