Vencedor do Prémio José Saramago, o livro “o remorso de baltazar serapião” de valter hugo mãe, é de certa forma diferente dos livros a que estamos habituados a ler. A sua forma de escrita consegue de certa forma atrair a atenção do leitor. O uso do discurso indirecto livre, bem como a falra de pontuação característica do autor e o desuso de maiúsculas conferem uma maior simplicidade e fluidez à leitura.
A descrição é feita com o uzo de verbos e substantivos e feita em tempo real, que confere uma certa acção e uma sensação de que estamos a participar na história. Por alguma razão, este autor é comparado a Saramago.
O uso de vocabulário em desuso e contruções frásicas diferentes às que estamos habituados mostra-nos que o autor recorre a um scenario medieval de miséria e pobreza a vários níveis, de forma a mostrar a crueldade e o lado mais frio e obscuro do homem. Com isto pretende fazer uma ctítica à sociedade actual, com principal incidencia sobre o tema da violencia doméstica. Em alguns casos o autor recorre mesmo ao exagero. Um assunto também bastanto focado é a figura feminina. O autor chega ao ponto de as comparar a animais, como é visível no seguinte excerto:
"As mulheres só são belas porque têm parecenças com os homens, como os homens são a imagem de deus. (...) se se parecessem mais com cabras do que com homens nem natureza para nós teriam, precisam de nos parecer sem alcançar igualdade que para isso estamos cá nós."
O autor trata o homem como sendo um ser superior e comparávela deus. E a mulher como apenas instrumentos.
Pessoalmente, achei o livro bastante interessante. No início, não me cativava muito e perdi algum interesse. Mas à medida que fui lendo e percebendo um pouco as coisas, até gostei.
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