o remorso de baltazar serapião

Vencedor do Prémio José Saramago, o livro “o remorso de baltazar serapião” de valter hugo mãe, é de certa forma diferente dos livros a que estamos habituados a ler. A sua forma de escrita consegue de certa forma atrair a atenção do leitor. O uso do discurso indirecto livre, bem como a falra de pontuação característica do autor e o desuso de maiúsculas conferem uma maior simplicidade e fluidez à leitura.
A descrição é feita com o uzo de verbos e substantivos e feita em tempo real, que confere uma certa acção e uma sensação de que estamos a participar na história. Por alguma razão, este autor é comparado a Saramago.

O uso de vocabulário em desuso e contruções frásicas diferentes às que estamos habituados mostra-nos que o autor recorre a um scenario medieval de miséria e pobreza a vários níveis, de forma a mostrar a crueldade e o lado mais frio e obscuro do homem. Com isto pretende fazer uma ctítica à sociedade actual, com principal incidencia sobre o tema da violencia doméstica. Em alguns casos o autor recorre mesmo ao exagero. Um assunto também bastanto focado é a figura feminina. O autor chega ao ponto de as comparar a animais, como é visível no seguinte excerto:

"As mulheres só são belas porque têm parecenças com os homens, como os homens são a imagem de deus. (...) se se parecessem mais com cabras do que com homens nem natureza para nós teriam, precisam de nos parecer sem alcançar igualdade que para isso estamos cá nós."

O autor trata o homem como sendo um ser superior e comparávela deus. E a mulher como apenas instrumentos.

Pessoalmente, achei o livro bastante interessante. No início, não me cativava muito e perdi algum interesse. Mas à medida que fui lendo e percebendo um pouco as coisas, até gostei.

Cântico Negro de José Régio

Sendo o poema Cântico Negro do tempo do Estado Novo, não poderia tratar de outro assunto senão a Liberdade e a Independência. Estes são os principáis tópicos deste texto. E são abordados de uma maneira diferente à que estamos habituados a ler.
O poeta trata os assuntos de uma forma violenta e directa. Ele revolta-se contra os outros. Ele explicita que quer ter liberdade. Quer ser ele a escolher o seu próprio caminho, e não que lho ditem. Ele diz que ninguém o pode controlar. Ele apenas tem duas forças acima de si. Deus e o Diabo. Estes, representam os seus pensamentos. As suas acções e desejos. O poeta prefere seguir o caminho mais difícil fazer o que lhe mandam. Nem que para isso fique desfeito em pedaços. Ele prefere atingir o Longe e a Miragem.

O poeta reforça a ideia de liberdade usando continuamente a expressão “a ir por aí”. Com isto ele dá-nos a ideia de que os outros para ele não têm a mínima importância. O poeta refere-se também ao pai e à mãe, de forma a mostrar a dependência dos outros.

De facto, o poeta trata de uma forma concreta o que existia antigamente. Ou o que não existia. Liberdade. Enquanto muitos se escondiam e deixavam as escolhas para outros, este poeta escorrega em becos, redemoinha aos ventos, cai, sofre porque quer ser livre. Isto tudo mostra uma grande força de vontade, coragem e determinação. Ele dá-nos uma ideia de como a liberdade não é aglo que se atinge sem esforço. Temos que lutar por ela. E nem sempre podemos confiar nos outros. É sempre mais fácil ir pelos jardins, pelas estradas falsa e do que pelos abismo, torrentes e desertos da verdade. Depender de algo é fácil, libertarmo-nos já não tão fácil, mas é isso que o poeta quer. O poeta personifica a Liberdade. É isto que torna o poema especial.